“É difícil deixar alguém, ainda mais quando esse alguém é tudo que você sempre quis e acha que precisa. Eu sei que deveria querer uma pessoa só pra mim, mas é que, com você tudo é maravilhoso demais e por isso é mais doloroso pensar em te deixar. Aí eu lembro que você não é meu por inteiro, que a minha essência importa pra ti, só que não é o suficiente pra te fazer querer ficar. E eu me sinto mal, por saber que você sente necessidade de outras além de mim. Sei que nesse momento eu deveria usar o meu amor próprio, largar o que não me completa, valorizar o que me faz bem, mas quanto mais eu tento me afastar, mais você me puxa pra perto. Não irei mentir, você foi um alicerce seguro e outras vezes, foi o Titanic afundando. Você foi sorriso inesperado, mas também foi choro. Pesei na balança os prós e os contras de momentos nossos, e sinto muito, os contras venceram. Eu não como na mão de quem brinca com meus sentimentos, de quem hoje é tudo, amanhã tanto faz, de quem não quer caminhar comigo e mesmo assim só me puxa pra atrás. E eu não vou comer na sua, preciso crer que não. Sendo assim, decreto por aqui o nosso fim. Resolvi me despedir de você, e dizer que era a nossa última vez. Mesmo não querendo acreditar, eu preciso urgentemente colocar meu amor próprio em primeiro lugar e, isso só vai acontecer quando eu te deixar. Quando eu deixar essa minha mania de querer sobreviver de migalhas e esperar história completa com quem nunca passa da primeira linha e já quer trocar o livro. Chega de me subestimar e te superestimar, chega de me alimentar dos seus “e se”. Talvez eu tenho sofrido, chorado e me doído por tempo demais. Mas tarde ainda assim é tempo, e o nosso acabou para o meu começar. Hoje eu decreto amor, mas não mais há você e sim a mim mesma.”
— Lamuriei, Recolhi e Esgotada em parceria, baseado na história de uma anônima.